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O Tempo

Mais uma vez Perdi o sono Passou das três E eu caminhando Sigo tentando Te esquecer de vez E mais um mês Incômodo passei Não sei como Me lembro bem Do que juramos Até em encontros Em plena embriaguês Talvez o meu erro Foi que acreditei O tempo cura tudo E não devo ter muito Já me machuquei tanto Ninguém sabe o quanto Eu já tentei de tudo Que foi possivel, juro E continuo te amando No entanto

Só aceito

Quase por instinto

Me viro do avesso

Um choro num riso

Converto


Me dispor ao risco

Não tenho desejo

Guardo o que sinto

E esqueço


Digo a mim mesmo

Isso é tão comum

Nem pra tudo  tem jeito

Eu só aceito


Expor o que escondo 

Pra que e como?

Só eu posso vê-los

E sofrê-los


Quase por instinto

Me viro do avesso

Às vezes, sinto o peso


De tudo que guardo

No meu peito

Me levantar vira um

Árduo feito


E tão comum

Nem pra tudo tem jeito

Eu só aceito


Expor o que escondo

Pra que e como?

Só eu posso tê-los

E contê-los


Só eu posso vê-los

E sofrê-los




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