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O Tempo

Mais uma vez Perdi o sono Passou das três E eu caminhando Sigo tentando Te esquecer de vez E mais um mês Incômodo passei Não sei como Me lembro bem Do que juramos Até em encontros Em plena embriaguês Talvez o meu erro Foi que acreditei O tempo cura tudo E não devo ter muito Já me machuquei tanto Ninguém sabe o quanto Eu já tentei de tudo Que foi possivel, juro E continuo te amando No entanto

Convenhamos

Queimou de novo as mãos
Normal quem tem condição
De saber o que é bom
Pra si, quanto a todos

Assumir não saber não dói
Não conheço uma voz
Sem as falhas que em nós
Sempre foram comuns

Convenhamos querer ouvir
Só  o que converge ai teu pensar
Com uma fé cega é o que te faz
Viver de ataduras

Queimou de novo as mãos
Não reconheceu o padrão
Estende tua visão
Pra alem do senso comum

Por isso eu não tenho heróis
Não reconheço uma voz
De outrora ou entre nós
Que expuseram ter a luz

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